Porque votamos na Dilma!

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Carta aos amigos de militância na rua e na internet
Luiz Antonio Correia de carvalho, vulgo Luizão

Pronto: a candidata de Lula e do PT ganhou a eleição e o Brasil afastou de si um pouco mais o cálice maldito da alternância entre muitos copos de estagnação e alguns goles de crescimento, alguma inclusão e muita concentração, opressão irrespirável e alguma degustação democrática. Os compromissos assumidos por Dilma em seu primeiro pronunciamento mostram que Lula não lhe passou apenas o bastão, mas talvez o segredo mais íntimo de sua popularidade e, sobretudo, a receita de um novo Brasil, solidário, mas em nada parecido com a Venezuela ou a Bolívia. Parecido apenas, e cada vez menos, com o velho Brasil. Me explico.

Em recentíssima entrevista Lula recusou terminantemente a caracterização da nossa campanha eleitoral como sendo “dominada pela violência de parte a parte.” Fez bem, no seu modo brechtiano de atuar, ao insurgir-se mais uma vez contra as margens estreitas em que querem circunscrever nossas caudalosas esperanças. Gênio da raça, está certo em resistir ao esforço das antigas elites brasileiras de aparentar seu governo ao coriólico ou balcânico modelo que os bolivianos insistem em conjurar ou, menos ainda, ao incerto estilo venezuelano que, não se sabe por quanto tempo, continuará alimentando e educando bolivarianamente seus filhos mais pobres.
Em seu discurso, no melhor trejeito lulinha-paz-e-amor, abriu mão do seu tanto sou-mulher-mas-tambem-sei-gritar-e-acho-outra-coisa em favor da resiliente resistência dos materiais que, por bem absorver, ampliam suas propriedades: qual Lula em 2006 quando, acusado pela oposição de não prover crescimento, garantiu crescimento, em 2010, Dilma abre os trabalhos prometendo democracia, qualificação do servidor e rédeas no compadrio, responsabilidade fiscal, tudo para persistir bebendo no cálice da desconcentração e do desenvolvimento sustentável. A invés do exemplo falador e defensivo de Chávez, optou pelo estilo ouvidor-resiliente-carinhoso de Lula, contra o qual unem-se por vezes os eternos meninos dos PSTUs e espertos exterminadores catarinenses.

Parece ainda não ter aprendido a importância e o modo de explicar e reiterar, mas ouviu muito bem e viu em que isopor Lula esconde seu galo. E com a capacidade de superação que vem demonstrando, parece que conseguiu até do Merval um fôlego para respirar e retomar os trabalhos. Distinguiu-se da defensiva Marta e não disse que tudo vai bem na saúde. Humildemente, na educação, não insistiu na tese de que basta matricular e, já de olho nos novos critérios do IDH, bateu na tecla da qualidade e nos anos de escolaridade que faltam.

A falta de limites de Serra parece ter ajudado Dilma a superar os seus. Enquanto o belicoso discurso de Serra, que falou de trincheiras e fortalezas, resgatando de seu passado o que não deu certo, dormindo e comendo agora na mão de seus antigos adversários, hoje velhos amigos de todas horas, Dilma mostrou que a Venezuela não é aqui e que seus amigos são os de sempre: os que deram a vida pela liberdade e pela erradicação da miséria e da desigualdade. Ao contrario de Serra, muda de método e mantém o lado.

Quem quer a Venezuela para poder erradicar os amigos dos trabalhadores e do povo pobre e oprimido por reiterados hiatos que os bornhausens estimam em trinta anos, não é o PT dos bairros, das escolas e das fábricas ou o Lulinha que quer o Brasil no caminho da paz e do amor. Nós queremos a constituição e a lei garantida em cada pedaço do território. Queremos o eldorado para todos em Carajás. Queremos paz e progresso nas nossas rocinhas da cidade e do campo. Não temos medo de ser felizes numa democracia que dê direito de expressão a todos. Do contrário, teremos de suportar, porque não agüentamos o negro espetáculo da miséria, a armadilha chavista de futuro incerto, na qual quem aposta são os gladiadores do status quo latino americano, ad seculum seculorum.

Queremos leis e instituições fortes. Para todos. Com estas se combate melhor os malfeitos. Dizer, como disse o tautológico serra-novo-cavaleiro-do-apocalipse, que o decisivo é escolher quem saiba escolher, e voltar a engavetadores que não procuram, polícias que, por exangues, não policiam, interditar paulistanamente quaisquer CPIs, isto sim encaixa-se na caricatura chavista que dizem detestar, mas de que tanto precisam para perpetuar o velho Brasil. A saudável malícia de Lula, percebeu como ganhar do jogo deles. Qual Pelé, Garrincha, Romário agora na bancada e no palanque, Dilma recebeu a dica do caminho do gol, entre as pernas de mais um joão. E até o papa ficou vendo a banda passar alegre e feliz.

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“Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,

É imensa a minha alegria de estar aqui. Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida. Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.

A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!

Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país. Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social. Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa. Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto. Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição. Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.

Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões. O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família. É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.

Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.

Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte. A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.

O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro. Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.

Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.

No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.

Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.

Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.

É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.

Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável.

Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.

Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.

Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público. Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo. Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.

As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.

Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.

Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.

Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.

Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.

Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas. Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde. Me comprometi também com a melhoria da segurança pública. Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.

Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos. Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.

A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade. É aquela que convive com o meio ambiente sem agredí-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.

Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa. Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.

Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.

Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.

Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.

Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.

Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.

Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.

Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.

Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho. Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.

Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.

Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.

Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós. Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado. Saberei consolidar e avançar sua obra.

Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo. Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.

Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.

Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.

Uma abraço a cada um, meus amigos e minhas amigas.”

Se ainda está indeciso, mais 10 motivos em 10 artigos para votar em Dilma! Do amalgama.blog.br: Para votar em Dilma: 10 artigos!

Muita gente bate no peito ao dizer que não vota no PT, por causa das acusações disseminadas pela mídia. Há também os que admitem ter sido um bom governo, mas dizem temer supostos atentados contra a democracia. Aos que se identificam com esses casos, proponho uma reflexão sobre uma importante instituição do sistema político e judicial brasileiro, o Ministério Público da União (MPU).

Quando entrei no MPU como estagiária em 2005, não imaginava encontrar, em uma instituição em que seus membros recebem quase 20 mil reais desde que ingressam, um ambiente de aprovação ao governo do PT. Afinal, boa parte dos meus amigos de colégio festeja quando o Lula comete um erro de Português, colegas de cursinho babam de rir quando um professor faz piada com o cabelo da Dilma e todos os outros meios de elite econômica que frequento também torcem o nariz quando alguém fala bem do governo do PT. Não é difícil entender porque no MPU o quadro era diferente.

O cargo mais alto da instituição, o de Procurador Geral da República (PGR), é ocupado por meio de nomeação do Presidente da República. Apesar de tal previsão legal, os membros do MPU realizam uma eleição interna e indicam ao Presidente aquele Procurador que entendem mais adequado para o exercício do cargo.

O respeito a essa eleição realizada pelos Procuradores de todo o Brasil é, obviamente, indispensável para que o PGR possa desempenhar suas funções com independência, dentre elas, a promoção da ação direta de inconstitucionalidade e das ações penais para denunciar autoridades como deputados federais, senadores, ministros de Estado e o próprio Presidente da República. Sem um PGR desatrelado do Presidente, a independência de todo o MPU fica comprometida e, consequentemente, suas funções investigatórias e processuais em matéria tributária, financeira, criminal e tantas outras deixam de ter o alcance que a democracia exige.

Felizmente, entre 2004 e 2010, já tivemos três diferentes PGRs, Cláudio Fonteles, Antonio Fernando e Roberto Santos, nomeados por Lula, sempre observando o resultado da votação realizada pelos demais membros do MPU. Infelizmente, entre 1995 e 2003, tivemos um único PGR, Geraldo Brindeiro, nomeado e reconduzido ao cargo por mais três vezes por Fernando Henrique, desrespeitando a vontade expressa pelos demais membros do MPU. Brindeiro ficou mais conhecido como o Engavetador ou Arquivador Geral da República.

O pouco apego a eleições democráticas por parte do PSDB também é notório nas universidades públicas. Na UFRJ, Fernando Henrique nomeou reitor o candidato que perdeu as eleições, José Vilhena, responsável por um mandato tão truculento que chegou mandar instalar uma porta de ferro em seu gabinete. Na USP, José Serra seguiu fielmente os passos de seu colega de partido, impondo na reitoria o candidato que havia perdido as eleições, José Rodas. O voto de toda uma comunidade acadêmica, professores, servidores e alunos, na lata do lixo com uma simples canetada.

Para encerrar o assunto, vale lembrar que o PT, com um governo que é avaliado como ótimo ou bom por mais de 80% dos brasileiros e que conta com maioria congressual, não fez qualquer movimento para alterar a Constituição e permitir uma nova reeleição à Presidência da República, preferindo o pleno respeito à democracia e lançando Dilma Roussef candidata, ao invés do mais carismático dos políticos do Brasil.

O PT contrariou os alarmes daqueles setores que já tentaram de tudo para enfraquecer a identificação dos eleitores com o partido, os mesmos setores que tentam desesperadamente criar intrigas às vésperas das eleições. Já o PSDB, com Fernando Henrique, fez aprovar a Emenda Constitucional da reeleição (EC 16/1997), da qual o próprio Fernando Henrique se aproveitou um ano depois, nas eleições presidenciais de 1998.

Pois é, mudaram as regras pouco antes de terminar o jogo, tal e qual a CBF em 1987.

Luanda, 26 anos, gosta de votar.

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  • Comentários desativados em 35. Mobilização. A gente vota Dilma! Com amigos e membros do blog.

Produzido por alunos da ECO/UFRJ

Acabo de chegar da Suécia e, olha, se tem uma coisa que aquele país tem é bebê chorando no metrô, no ônibus, no aeroporto, no avião… enfim, no seu ouvido. Como parte da viagem visava economizar tempo e dinheiro, alguns trajetos dentro do país foram planejados como “tempo para dormir”. Mas não dormi. Não consegui acreditar no meu azar, sempre estar no vagão de dois ou mais bebês
Até que, curioso, questionei meu amigo sueco. Aquilo não é normal, definitivamente. Tem algum prêmio pra ter bebê??
Ele explicou que, na Suécia, todo pai recebe dinheiro para a assistência de um filho. Ou de dois, ou de três… acima de três, o auxílio fica ainda maior. E é proporcional ao seu salário: quanto mais você ganha, maior é o seu benefício.
Na Finlândia, o país considerado número 1 em educação em todo o mundo, se uma criança falta a aula por 2 (dois!) dias consecutivos sem explicação, a polícia vai até sua casa ver se está tudo certo.
O que isso tem a ver com o Brasil? Bom, o bolsa-família, o tal “apoio paternalista e populista” do atual governo nada mais é do que o Estado tomando responsabilidades sociais – o mesmo que acontece na Suécia, na Finlândia, na Dinamarca e na Noruega (países bem atrasados, como você deve saber).
Lá, vi gente criticando a educação, o salário ruim dos professores, e fiquei MUITO P*%# porque olha, se vocês vissem as universidades de lá, vocês iam entender do que eu tô falando.
Sim, nosso sistema de ensino tem muito a melhorar. O salário dos professores tem que ser maior – bem maior -, as escolas têm que ser reformadas e os alunos têm que ter um meio de chegar até elas. Esse papo de que “temos que melhorar as escolas e não dar bolsa-família” é besteira, porque o bolsa-família não exclui a melhoria das escolas. Ele, inclusive, deveria melhorar – uma vez que mais pessoas vão às aulas, mais pessoas podem reivindicar aquilo que é preciso para uma boa educação.
Em 5 anos de faculdade, pude ver melhoria intensa a cada ano que passou. Não passei por nenhuma greve – nem uma sequer – enquanto minha irmã, que estudou na mesma faculdade federal no período FHC teve meses de greve. Eu concluí um curso de 4 anos em 5 porque tive oportunidade de fazer intercâmbio, ela terminou com o mesmo atraso, mas por causa das greves.
Voto na Dilma porque acho que o lugar da criança é na escola, de barriga cheia. Sem limpar as mãos depois das eleições. Nenhum indivíduo é o grande salvador e as mudanças na educação devem ser constantes durante todo o período do mandato.

Mais dados sobre educação no período Lula x FHC aqui e aqui.

Rafael Mattos, 24 anos, radialista e admirador da Escandinávia.

  • In: Educação e Universidade
  • Comentários desativados em 33. Sou da Face/UFMG e Voto Dilma! Pelos alunos, professores e pesquisadores de economia da UFMG
Nós, alunos, ex-alunos, professores e pesquisadores da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais abaixo-assinados, declaramos, aqui, o nosso apoio à candidata Dilma Rousseff no segundo turno das eleições presidenciais de 2010. Cabe lembrar que Dilma Rousseff é ex-aluna da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Em setembro de 2008, ela recebeu da universidade o título de Aluno Destaque. A seguir, manifestamos as razões do nosso apoio.
Considerando que, durante o governo do presidente Lula, houve avanços consideráveis no âmbito do desenvolvimento social e econômico, das melhorias na educação pública, da redução das desigualdades sociais e de uma valorização até então inédita dos excluídos para a construção de um Brasil com mais oportunidades, mais justo e plural, e considerando, também, que Dilma Rousseff exerceu papel ativo nesse governo, acreditamos que Dilma representa a opção pela continuidade das mudanças de que a sociedade brasileira tanto precisa.
As mudanças positivas ocorridas nas universidades federais durante os dois mandatos do governo do presidente Lula são enormes. Nós, que estudamos e trabalhamos na Face nesse período, presenciamos um papel ativo do governo federal na promoção de diversas melhorias na UFMG, muitas das quais na Face, como: a construção do novo prédio, no Campus Pampulha; a ampliação do quadro de professores através da promoção de concursos públicos; a criação, através do Reuni, de diversos novos cursos de graduação na UFMG, dentre os quais os cursos de Controladoria e Finanças e de Relações Econômicas Internacionais, na Face, ampliando significativamente o número de vagas na universidade.
Além disso, cabe lembrar, como vem sendo reafirmado por diversos reitores e professores universitários, que o governo Lula foi o que mais investiu na educação pública técnica e superior e em ciência e tecnologia na história do Brasil. As mudanças promovidas em relação ao governo Fernando Henrique Cardoso são enormes. No período FHC, as universidades públicas brasileiras se defrontaram com problemas gravíssimos, como a falta de recursos físicos e humanos para o seu funcionamento e ampliação. É impossível deixarmos de manifestar a nossa preocupação com a possibilidade de vitória do candidato José Serra, a qual, a nosso ver, representaria um enorme retrocesso em relação aos profundos avanços já conseguidos.
Manifestamos, ainda, o nosso repúdio aos ataques pessoais que vêm sendo feitos à candidata Dilma Rousseff pelos seus opositores políticos e por diversos setores da imprensa.  Entendemos que o pleito político deve se orientar pelo debate concernente aos projetos de desenvolvimento para o Brasil, e não por meio de ataques pessoais, os quais, muitas vezes, não passam de calúnias da pior espécie e visam meramente manipular a opinião pública.
Muito há, ainda, que ser feito para que seja construído o Brasil que de fato queremos. Não deixamos de reconhecer os problemas que nossa sociedade vive e que terão de ser, sem dúvida, enfrentados pelos próximos governos. Dentre as questões mais prementes, está a necessidade de erradicar a pobreza e priorizar políticas que atendam às populações em situação de risco, fornecendo-lhes o apoio necessário para que tenham a sua dignidade efetivada, consolidando a sua cidadania ativa no país.
Entendemos, no entanto, que tão injusto como deixar de reconhecer os problemas que nosso país enfrenta, é menosprezar os avanços e os esforços realizados pelo governo do presidente Lula e da ministra Dilma para solucioná-los ou, pelo menos, minimizá-los. Sendo assim, por todos os motivos expostos acima, não temos dúvidas de que, das duas opções de voto para o segundo turno, Dilma é, de longe, a melhor.
Este manifesto representa, simplesmente, as posições pessoais dos abaixo-assinados, e não expressa qualquer posição institucional da Face ou da UFMG.
Belo Horizonte, outubro de 2010.

Manifesto completo em: http://soudafacevotodilma.blogspot.com/

Outros manifestos de professores em: https://porquevotamosnadilma.wordpress.com/outros-ja-declararam-voto-na-dilma-links/


  • Nenhum
  • João: Caro, Mildred. Obrigado pelo comentário. Os textos aqui publicados são baseados em nossas experiências e percepções da realidade. Para esta p
  • Mildred: Não tenho 'medo' de democracia, mas sim da HIPOCRISIA praticada pelo PT que sempre se colocou contra todos os erros e falcatruas do restante dos par
  • Leon Unger: Soi cineasta, o blog que inseri se refere ao filme atual que estou trabalhando. Mas con relação ao seu post, mesmo com os incentivos que existem pa