Porque votamos na Dilma!

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  • Comentários desativados em Nicolelis: Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo

Link original: http://www.viomundo.com.br/entrevistas/nicolelis-so-no-brasil-educacao-e-discutida-por-comentarista-esportivo.html

Por Conceição Lemes
Desde o último final de semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e oMinistério da Educação (MEC) estão sob bombardeio midiático.

Estavam inscritos 4,6 milhões estudantes, e 3,4 milhões  submeteram-se àsprovas.  O exame foi aplicado em 1.698 cidades, 11.646 locais e 128.200salas.  Foram impressos 5 milhões de provas para o sábado e outros 5 milhõespara o domingo. Ou seja, o total de inscritos mais de 10% de reservatécnica.
No teste do sábado, ocorreram  dois erros  distintos.

Um foi assumido pela gráfica <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16016:grafica-assume-erro-de-impressao-no-caderno-de-cor-amarela-da-prova&catid=222&Itemid=86>* encarregada da impressão. Na montagem, algumas provas do caderno de cor amarela tiveram questões repetidas, ou numeradas incorretamente ou que faltaram. Cálculos preliminares do MEC indicavam que essa falha tinha afetado cerca de 2 mil alunos. Mas o balanço diário tem demonstrado, até agora, que são bem menos: aproximadamente 200.
O outro erro, de responsabilidade do Inep, foi no cabeçalho do cartão-resposta. Por falta de revisão adequada, inverteram-se os títulos. O de Ciências da Natureza apareceu no lugar de Ciências Humanas e vice-versa. Os fiscais de sala foram orientados a pedir aos alunos que preenchessem ocartão, de acordo com a numeração de cada questão, independentemente docabeçalho. Inep é o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais, órgão doMEC encarregado de realizar o Enem.
“Nenhum aluno será prejudicado. Aqueles que tiveram problemas poderão fazera prova em outra data”, tem garantido desde o início o ministro da Educação,Fernando Haddad. “Isso é possível porque o Enem aplica  a teoria da respostaao item (TRI), que permite que exames feitos em ocasiões diferentes tenham omesmo grau de dificuldade.


Interesses poderosos, porém, amplificaram *ENORMEMENTE* os erros paradestruir a credibilidade do Enem. Afinal, a nota no exame é um doscomponentes utilizados em várias universidades públicas do país paraaprovação de candidatos, além de servir de avaliação parabolsa do PRO-UNI.
“Só os donos de cursinhos e aqueles que não querem a democratização doacesso à universidade podem ter algo contra o Enem”, afirma, indignado, ao *Viomundo* o neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade deDuke, nos EUA, e fundador do Instituto Internacional de Neurociências deNatal, no Rio Grande do Norte. “Eu vi a entrevista do ministro FernandoHaddad ao Bom Dia Brasil, TV Globo. Que loucura!  Como  jornalistas  que num dia falam de incêndio, no outro, de escola de samba, no outro, ainda, de esporte, podem se arvorar em discutir um assunto tão delicado como sistema educacional? Pior é que ainda se acham entendedores. Só no Brasil educação é discutida por comentarista esportivo!”
Nicolelis é um dos maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nosEstados Unidos, onde há décadas existe o* SAT (standart admissionstest)<http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/sobre-psat-sat-e-os-criterios-das-universidades-nos-estados-unidos.html>*, que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passarampelo Enem americano.
*Viomundo — De um total de 3,4 milhões de provas aplicadas no sábado, houve problema incontornável em menos de 2 mil. Tem sentido detonar o Enem, como amídia brasileira tem feito? E dizer que o Enem fracassou, como um ex-ministro da Educação anda alardeando?*
*Miguel Nicolelis* — Sinceramente, de jeito algum — nem um nem outro. O Enem é equivalente ao * SAT <http://www.collegeboard.com/>*, dos Estados Unidos.A metodologia usada nas provas é a mesma: a teoria de resposta ao item, ou TRI, que é uma tecnologia de fazer exames.  O SAT foi criado  em 1901.Curiosamente, em outubro de 2005, entre as milhões de provas impressas,algumas tinham problema na barra de códigos onde o teste vai  ser lido.  A entidade que  faz o exame não conseguiu controlar, porque esses erros podemacontecer.
*Viomundo — A Universidade de Duke utiliza o SAT?*
*Miguel Nicolelis* — Não só a Duke, mas todas as grandes universidadesamericanas reconhecem o SAT. É quase um consenso nos Estados Unidos. Apenasuma minoria é contra. E o Enem, insisto, é uma adaptação do SAT, que é umadas melhores maneiras de avaliação de conhecimento do mundo. O teste é amelhor  forma de avaliar uniformemente alunos submetidos a diferentesmetodologias de ensino. É a saída para homogeneizar a  avaliação deestudantes provenientes de um sistema federativo de educação, como oamericano e o brasileiro,  onde os graus de informação, os métodos, asformas como se dão, são diferentes.

*Viomundo — Qual a periodicidade do SAT?*
*Miguel Nicolelis* –  Aqui, o exame é aplicado sete vezes por ano. O aluno,se quiser, pode fazer três, quatro, cinco, até sete, desde que, claro, pague as provas. No final, apenas a melhor é computada. Vários estudos feitos aquijá demonstraram que o SAT é altamente correlacionado à capacidade mental geral da pessoa.
Todo ano as provas têm uma parte experimental. São questões que não contam nota para a prova. Servem apenas para testar o grau de dificuldade. Outropeculiaridade do sistema americano é a forma de corrigir a prova. Édesencorajado o chute.
*Viomundo — Explique melhor.*
*Miguel Nicolelis* — Resposta errada perde ponto, resposta em branco, não.Por isso, o aluno pensa muito antes de chutar, pois a probabilidade de ele errar é grande. Então se ele não sabe é preferível não responder do que correr o risco de responder errado.

*Viomundo –  Interessante …*
*Miguel Nicolelis *– Na verdade,  o SAT é  maneira  mais honesta, maisdemocrática de avaliar pessoas de  lugares diferentes, com sistemaseducacionais diferentes,  para tentar padronizar o ingresso. Aqui, nos EUA,a molecada faz o exame e manda para as faculdades que querem frequentar. Eas escolas decidem quem entra, quem não entra. O SAT é um dos componentespara essa avaliação.

*Viomundo — Aí tem cursinho para entrar na faculdade?*
*Miguel Nicoleli*s — Tem para as pessoas aprenderem a fazer o exame, mas não é aquela loucura da minha época. Era cheio de cursinho para todo lugar noBrasil. Cursinho  é uma máquina de fazer dinheiro.  Não serve para nada anão ser para fazer o exame. Por isso ouso dizer: só os donos de cursinho eaqueles que não querem democratizar o acesso à universidade podem ter algo contra o Enem.

*Viomundo –Mas o fato de a prova ter erros é ruim.*
*Miguel Nicolelis* — Concordo. Mas os erros vão acontecer.  Em 1978, quando fiz a Fuvest (vestibular unificado no Estado de São Paulo), teve pergunta eliminada, pois não tinha resposta.  Isso acontece desde o tempo em que havia exame para admissão [ao primeiro ginasial, atualmente 5ª série doensino fundamental)  na época das cavernas (risos). Você não tem exame 100%correto o tempo inteiro.
Então, algumas pessoas estão confundindo uma metodologia  bem estudada,bastante conhecida e aceita há décadas,   com problemas operacionais queacontecem em qualquer processo de impressão de milhões de documentos. Nadimensão em que aconteceram no Brasil está dentro das probabilidade defatalidades.
*Viomundo — Em 2009, também houve problema, lembra-se?*
*Miguel Nicolelis *– No ano passado foi um furto, foi um crime. O MEC nãopode ser condenado por causa de um assalto, que é uma contigência e nada tema ver com a metodologia do teste.
Só que, infelizmente, gerou problemas operacionais para algumasuniversidades, que não consideraram a nota do Enem nos seus vestibulares.Isso não quer dizer que elas não entendam ou nãoaceitam o teste. As provasdo Enem são muito mais democráticas, mais  racionais e mais bem-feitas doque os vestibulares de qualquer universidade brasileira.

Eu fiz a Fuvest. Naquela época, era muito ruim. Não media nada. E, aindaassim, a gente teve de se sujeitar àquilo, para entrar na faculdade aqualquer custo.

*Viomundo — Fez cursinho?*
*Miguel Nicolelis *– Não. Eu tive o privilégio de estudar numa escola privada boa. Mas muitas pessoas que não tinham educação de alto nível eram obrigadas a recorrer ao cursinho para competir em condições de igualdade.
Mas o cursinho não melhora o aprendizado de ninguém. Cursinho é uma técnica de aprender a maximizar a feitura do exame. É quase um efeito colateral dosistema educacional absurdo que  até recentemente tínhamos  no Brasil. É um arremedo. É um aborto do sistema educacional que não funciona.
*Viomundo — Qual a sua avaliação do Enem?*
*Miguel Nicolelis* — É um avanço tremendo, porque a longo prazo a repetição do Enem várias vezes por ano vai acabar com o estresse do vestibular. Você retira o estresse do vestibular. Na minha época, e isso acontece muito ainda hoje, o jovem passava os três anos esperando aquele “monstro”. De tal sorte,o vestibular transformava o colegial numa câmara de tortura. Uma pressãoinsuportável. Um  inferno tanto para os meninos e meninas quanto para asfamílias. Além disso,  um sistema humilhante, porque as pessoas que não podiam frequentar um colégio privado de alto nível sofriam com o complexo de não poder competir em pé de igualdade. Por isso os cursinhos floresceram e fizeram a riqueza de tanta gente, que agora está metendo o pau no Enem. Evidentemente  vários interesses estão sendo contrariados devido ao êxito doEnem.
*Viomundo — Tem muita gente pixando, mesmo.*
*Miguel Nicolelis -*- Todo esse pessoal que pixa acha que sabe do que estáfalando.  Só que não sabe de nada. Exame educacional não é  jogo de futebol.Tem metodologia, dados, história. E olha que eu adoro futebol. Sempre queestou no Brasil, vou ao estádio para assistir ao jogos do Palmeiras [*Ninguémé perfeito* (rs)!] O Brasil fez muito bem em entrar no Enem. É o único jeitode  acabar com esse escárnio, com essa ferida que é o vestibular .

*Viomundo — Nos EUA, não há vestibular para a universidade. O senhor achaque o Brasil seguirá essa tendência?*
*Miguel Nicolelis -*-  Acho que sim. O importante é o seguinte. O Brasil está tentando iniciar esse processo. Quando você inicia um processo dessamagnitude, com milhões fazendo exame,  é normal ter problemas operacionaisde percurso, problemas operacionais. Isso faz parte do processo.
Nós estamos caminhando para o Enem ser a moeda de troca da inclusãoeducacional. As crianças vão aprender que não é porque elas fazem cursinho famoso da Avenida Paulista que elas vão ter mais chance de entrar nauniversidade. Elas vão entrar na universidade pelo que elas acumularam conhecimento ao longo da vida acadêmica delas. Elas vão  poder demonstraresse conhecimento sem estresse, sem medo, sem complexo de inferioridade. Deuma maneira democrática.E, num futuro próximo, tanto as crianças de escolasprivadas quanto as  de escolas públicas vão começar a entrar nesse jogo  empé de igualdade. Aí,  sim vai virar jogo de futebol.
Futebol é uma das poucas coisas no Brasil em que o mérito é implacável. Jogaquem sabe jogar. Perna de pau não joga. Não tem espaço. O talento se impõe instantantaneamente.
Educação tem de ser a mesma coisa. O talento e a capacidade têm de aflorarnaturalmente e todas as pessoas têm de ter a chance de sentar na prova comas mesmas possibilidades.

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  • In: Educação e Universidade
  • Comentários desativados em ENEM sofre ofensiva de interesses ligados à indústria do vestibular

Na avaliação do sociólogo e consultor na área de educação, Rudá Ricci (foto), há uma disputa de política educacional em curso, e é necessário preservar uma avaliação de caráter nacional. “Uma prova nacional permite que o país trace objetivos de política educacional”, defende. Entre os setores interessados economicamente, segundo ele, estão as próprias universidades, que arrecadam em matrículas, os professores que produzem questões fechadas e abertas, e os cursos preparatórios para o vetibular.

Anselmo Massad – Rede Brasil Atual

Publicado originalmente na Rede Brasil Atual

São Paulo – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sofre uma ofensiva de interesses, segundo o sociólogo e consultor na área de educação Rudá Ricci. Ele enumera grupos e setores do que chama de “indústria do vestibular”, de cursos preparatórios a docentes encarregados de formular as provas. Para ele, há uma disputa de política educacional em curso, e é necessário preservar uma avaliação de caráter nacional.

“Uma prova nacional permite que o país trace objetivos de política educacional”, esclarece. Um vestibular nacional do ponto de vista da aplicação e do conteúdo promove um impacto no ensino médio, de modo a reverter problemas dessa faixa da educação.

Para ele, os vestibulares descentralizados, feitos por cada universidade, provocam danos à educação, já que o ensino médio e mesmo o fundamental direcionam-se às provas, e não à formação em sentido mais amplo. “O ensino médio é o maior problema da educação no Brasil, é o primeiro da lista, com mais evasão, em uma profunda falência”, sustenta.

“O Enem faz questões interdiciplinares, é absolutamente técnico, é super sofisticado”, elogia. Os méritos estariam em privilegiar o raciocínio à memorização de conteúdos. Isso permitiria que o ensino aplicado nas escolas fosse além do preparo para enfrentar provas de uma ou outra universidade.

O Enem traz uma “profunda revolução”, na visão de Rudá, “ao combater profundamente a concepção pedagógica e política de vestibulares por universidade”. Ao se aproximar dessa concepção nacional – fato que aconteceu apenas nos últimos anos –, interesses de grupos educacionais foram colocados em xeque, o que desperta ações contrárias.

Entre os setores interessados economicamente, segundo ele, estão as próprias universidades, que arrecadam em matrículas, os professores que produzem questões fechadas e abertas, e os cursos preparatórios para o vetibular.

Controle social
Ricci critica a postura do ex-ministro da Educação, Paulo Renato, e da ex-secretária de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro. O sociólogo taxa os comentários feitos pelos especialistas ligados ao PSDB como “oportunismo”. Isso porque, segundo ele, o uso da prova como seleção e seu caráter nacional, hoje criticados pelos tucanos, foram objetivos perseguidos durante a gestão de Renato na pasta, de 1995 a 2002.

O que ele considera como mudança de postura é resultado da disputa política, que faz com que os estudantes passem a rejeitar o exame. “Os jovens não querem mais essa bagunça. E têm razão”, pontua.

“Existe uma movimentação para politizar esse tema; vamos ter o avanço de uma oposição organizada, que junta as forças políticas que perderam a eleição nacional com escolas particulares, cursinhos que têm muito interesse na manutenção do sistema de vestibular”, avalia.

O sociólogo defende o modelo de exame nacional, mas acredita que a fórmula possa ser aprimorada, seja com mais dias de provas, seja com provas aplicadas a cada ano do ensino médio. Ele aponta ainda que houve um desvirtuamento da proposta interdisciplinar e sofisticada, empregada originalmente, em função da necessidade de expandir a prova. Em 2010, foram 4,6 milhões de inscritos.

Ele acredita que a postura de críticas deve-se às diferenças partidárias. “Estão politizando o Enem, politizando o ingresso na universidade e o conteúdo da prova”, lamenta. “Seria interessante ter um órgão que execute o exame sob controle social, não de governo, nem de empresas”, sugere.

“A solução é nós discurtirmos nacionalmente esse gerenciamento em um modelo como o americano para o vestibular nacional”, defende. O SAT, usado como método de seleção nos Estados Unidos, é aplicado por agentes privados de modo controlado pelo departamento de educação federal. Além de poder ser aplicado em dias diferentes, cartas de recomendação de professores e outros instrumentos também são considerados na seleção por parte de universidades.

Acabo de chegar da Suécia e, olha, se tem uma coisa que aquele país tem é bebê chorando no metrô, no ônibus, no aeroporto, no avião… enfim, no seu ouvido. Como parte da viagem visava economizar tempo e dinheiro, alguns trajetos dentro do país foram planejados como “tempo para dormir”. Mas não dormi. Não consegui acreditar no meu azar, sempre estar no vagão de dois ou mais bebês
Até que, curioso, questionei meu amigo sueco. Aquilo não é normal, definitivamente. Tem algum prêmio pra ter bebê??
Ele explicou que, na Suécia, todo pai recebe dinheiro para a assistência de um filho. Ou de dois, ou de três… acima de três, o auxílio fica ainda maior. E é proporcional ao seu salário: quanto mais você ganha, maior é o seu benefício.
Na Finlândia, o país considerado número 1 em educação em todo o mundo, se uma criança falta a aula por 2 (dois!) dias consecutivos sem explicação, a polícia vai até sua casa ver se está tudo certo.
O que isso tem a ver com o Brasil? Bom, o bolsa-família, o tal “apoio paternalista e populista” do atual governo nada mais é do que o Estado tomando responsabilidades sociais – o mesmo que acontece na Suécia, na Finlândia, na Dinamarca e na Noruega (países bem atrasados, como você deve saber).
Lá, vi gente criticando a educação, o salário ruim dos professores, e fiquei MUITO P*%# porque olha, se vocês vissem as universidades de lá, vocês iam entender do que eu tô falando.
Sim, nosso sistema de ensino tem muito a melhorar. O salário dos professores tem que ser maior – bem maior -, as escolas têm que ser reformadas e os alunos têm que ter um meio de chegar até elas. Esse papo de que “temos que melhorar as escolas e não dar bolsa-família” é besteira, porque o bolsa-família não exclui a melhoria das escolas. Ele, inclusive, deveria melhorar – uma vez que mais pessoas vão às aulas, mais pessoas podem reivindicar aquilo que é preciso para uma boa educação.
Em 5 anos de faculdade, pude ver melhoria intensa a cada ano que passou. Não passei por nenhuma greve – nem uma sequer – enquanto minha irmã, que estudou na mesma faculdade federal no período FHC teve meses de greve. Eu concluí um curso de 4 anos em 5 porque tive oportunidade de fazer intercâmbio, ela terminou com o mesmo atraso, mas por causa das greves.
Voto na Dilma porque acho que o lugar da criança é na escola, de barriga cheia. Sem limpar as mãos depois das eleições. Nenhum indivíduo é o grande salvador e as mudanças na educação devem ser constantes durante todo o período do mandato.

Mais dados sobre educação no período Lula x FHC aqui e aqui.

Rafael Mattos, 24 anos, radialista e admirador da Escandinávia.

  • In: Educação e Universidade
  • Comentários desativados em 33. Sou da Face/UFMG e Voto Dilma! Pelos alunos, professores e pesquisadores de economia da UFMG
Nós, alunos, ex-alunos, professores e pesquisadores da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais abaixo-assinados, declaramos, aqui, o nosso apoio à candidata Dilma Rousseff no segundo turno das eleições presidenciais de 2010. Cabe lembrar que Dilma Rousseff é ex-aluna da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Em setembro de 2008, ela recebeu da universidade o título de Aluno Destaque. A seguir, manifestamos as razões do nosso apoio.
Considerando que, durante o governo do presidente Lula, houve avanços consideráveis no âmbito do desenvolvimento social e econômico, das melhorias na educação pública, da redução das desigualdades sociais e de uma valorização até então inédita dos excluídos para a construção de um Brasil com mais oportunidades, mais justo e plural, e considerando, também, que Dilma Rousseff exerceu papel ativo nesse governo, acreditamos que Dilma representa a opção pela continuidade das mudanças de que a sociedade brasileira tanto precisa.
As mudanças positivas ocorridas nas universidades federais durante os dois mandatos do governo do presidente Lula são enormes. Nós, que estudamos e trabalhamos na Face nesse período, presenciamos um papel ativo do governo federal na promoção de diversas melhorias na UFMG, muitas das quais na Face, como: a construção do novo prédio, no Campus Pampulha; a ampliação do quadro de professores através da promoção de concursos públicos; a criação, através do Reuni, de diversos novos cursos de graduação na UFMG, dentre os quais os cursos de Controladoria e Finanças e de Relações Econômicas Internacionais, na Face, ampliando significativamente o número de vagas na universidade.
Além disso, cabe lembrar, como vem sendo reafirmado por diversos reitores e professores universitários, que o governo Lula foi o que mais investiu na educação pública técnica e superior e em ciência e tecnologia na história do Brasil. As mudanças promovidas em relação ao governo Fernando Henrique Cardoso são enormes. No período FHC, as universidades públicas brasileiras se defrontaram com problemas gravíssimos, como a falta de recursos físicos e humanos para o seu funcionamento e ampliação. É impossível deixarmos de manifestar a nossa preocupação com a possibilidade de vitória do candidato José Serra, a qual, a nosso ver, representaria um enorme retrocesso em relação aos profundos avanços já conseguidos.
Manifestamos, ainda, o nosso repúdio aos ataques pessoais que vêm sendo feitos à candidata Dilma Rousseff pelos seus opositores políticos e por diversos setores da imprensa.  Entendemos que o pleito político deve se orientar pelo debate concernente aos projetos de desenvolvimento para o Brasil, e não por meio de ataques pessoais, os quais, muitas vezes, não passam de calúnias da pior espécie e visam meramente manipular a opinião pública.
Muito há, ainda, que ser feito para que seja construído o Brasil que de fato queremos. Não deixamos de reconhecer os problemas que nossa sociedade vive e que terão de ser, sem dúvida, enfrentados pelos próximos governos. Dentre as questões mais prementes, está a necessidade de erradicar a pobreza e priorizar políticas que atendam às populações em situação de risco, fornecendo-lhes o apoio necessário para que tenham a sua dignidade efetivada, consolidando a sua cidadania ativa no país.
Entendemos, no entanto, que tão injusto como deixar de reconhecer os problemas que nosso país enfrenta, é menosprezar os avanços e os esforços realizados pelo governo do presidente Lula e da ministra Dilma para solucioná-los ou, pelo menos, minimizá-los. Sendo assim, por todos os motivos expostos acima, não temos dúvidas de que, das duas opções de voto para o segundo turno, Dilma é, de longe, a melhor.
Este manifesto representa, simplesmente, as posições pessoais dos abaixo-assinados, e não expressa qualquer posição institucional da Face ou da UFMG.
Belo Horizonte, outubro de 2010.

Manifesto completo em: http://soudafacevotodilma.blogspot.com/

Outros manifestos de professores em: https://porquevotamosnadilma.wordpress.com/outros-ja-declararam-voto-na-dilma-links/

Minhas duas experiências mais reveladoras em relacão ao projeto de governo do PT se deram na Petrobras e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). As duas são controladas pelo governo, a Petrobras parcial e majoritariamente e a UFRJ integralmente. São também instituicões que alicercam o Brasil.

A UFRJ é responsável por uma parcela considerável de nossa producão intelectual, científica e política. A Petrobras é a maior contribuidora para o nosso PIB e a empresa que apresenta o espectro de investimentos mais admirável em termos absolutos e em termos de sua variedade. Minha opinião pessoal é de que essas contribuicões só podem ser exercidas em seu mais amplo potencial se o governo em vigor enxergar nessas instituicões uma ferramenta de desenvolvimento do Brasil.

Um dos porquês que me levam a pensar assim é o fato de que o governo determinou que a Petrobras deve contratar bens e servicos com um mínimo de 66% de conteúdo nacional. Como a Petrobras tem fornecedores em vários setores da indústria e do comércio, essa regra alavancou fortemente o crescimento da indústria nacional, como a indústria naval brasileira que estava afundada e agora é responsável por inúmeros postos de trabalho e pelo desenvolvimento técnico do país.

Outro porquê é a revitalizacão da UFRJ após o início do governo Lula. Observo essa mudanca no aumento massiço da contratacão de novos professores adjuntos e substitutos; na construcão do prédio para o Instituto de Física, onde estudei, cujo projeto mantinha-se abstrato por uma década; no crescimento do número de bolsas de pesquisa; no fato de o Instituto de Física ter adquirido grau 7 na CAPES. Durante o mandato de Fernando Henrique e seu Ministro da Educacão Paulo Renato, a UFRJ estava se deteriorando, e eu tive a felicidade de entrar na faculdade no último ano deste mandato e observar as diferencas com a chegada do mandato Lula.

Um outro fato que acredito ser muito relevante em relacão à Petrobras é o de que a empresa passou doze anos sem abrir concursos para novos funcionários. Isso configurou-se num prejuízo para a empresa, que nesse tempo esteve carente de forca técnica para desenvolver suas reservas de petróleo e gás, para descobrir novas reservas, para refinar seu petróleo e distribuir seus derivados. Além do prejuízo material, ocorreu um imenso prejuízo intelectual. A indústria do petróleo se utiliza de tecnologias muito avancadas, que se preservam principalmente pelo conhecimento de seus técnicos, que devem passá-lo adiante para os funcionários mais novos. Contudo, a lacuna temporal de contratacão impossibilitou que funcionários levassem a frente a cadeia de conhecimento técnico antes de se aposentarem.

Paro por aqui para não me estender ainda mais. Esse é apenas um testemunho pessoal meu como cidadão, como estudante e como profissional.

 Um abraco e boas eleicões!

 Julio Frigerio, 27 anos, Geofísico.

Muita gente que eu conheço adora fazer rankings. Os 5 melhores filmes, viagem dos sonhos, show preferido, música para ouvir no volume máximo… Podem me chamar de estranha, mas eu tenho um Ministério favorito; é o Ministério da Educação, sob a liderança de Fernando Haddad. Desde que Fernando Haddad assumiu o MEC, a concepção de fazer o bolo crescer para só depois dividir, com a qual o povo brasileiro foi ludibriado durante tantas décadas, foi superada: hoje a educação cresce com qualidade e é divida ao mesmo tempo.

Justamente por isso, para mim é impossível concordar com quem insiste na falsa premissa de que os avanços sociais do governo do PT tenham se alicerçado na política do governo anterior. Como uma política inclusiva pode ter se alicerçado em uma política excludente??? Como uma política de valorização dos professores pode ter se alicerçado em uma política que precarizou seu trabalho??? Enfim, como uma política de maciça ampliação de investimentos pode ter se alicerçado em uma política de cortes e contensões???

Então, hoje eu gostaria de compartilhar com vocês alguns dos avanços do Reuni, Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais brasileiras. Avanços que se deram em todas as regiões do país e que alcançam todas as classes sociais, com a criação de novas universidades, novos campus e novos cursos, voltados principalmente para suprir as novas demandas da crescente economia brasileira.

Universidade Federal do Pará: no Campus de Cametá, novo bloco acadêmico-administrativo, composto por seis salas de aula e pelos laboratórios de Química, Física e Biologia, que atendem aos cursos de Ciências Naturais, Matemática e Pedagogia.
Fonte: http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=71925

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco: inauguração do campus de Caruaru e da primeira etapa do campus do Agreste. O campus Caruaru oferecerá cursos técnicos de mecatrônica, segurança do trabalho e edificações. O campus do Agreste oferecerá os cursos de graduação em administração, design, economia, engenharia civil, engenharia de produção, licenciatura em física, licenciatura em química, licenciatura em matemática e pedagogia.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2010/08/27/lula-diz-que-instalacao-de-escolas-tecnicas-em-todo-pais-veio-de-sua-experiencia-de-vida-917493224.asp

Universidade Federal da Grande Dourados: prédios das Faculdades de Ciências Humanas (FCH), de Educação (FAED), de Ciências Biológicas e Ambientais (FCBA), de Ciências Agrárias (FCA), de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE) e de Ciências Exatas e Tecnologia (FACET) que somam R$ 14,9 milhões de investimentos do Governo Federal. Juntamente com os recursos aplicados para a construção da piscina olímpica e vestiários, o total chega a R$ 16,5 milhões aplicados na UFGD.
Fonte: http://www.agorams.com.br/index.php?ver=ler&id=145774

Universidade Federal de Juiz de Fora: reforma do restaurante universitário e construção do Instituto de Ciências Exatas, com salas de aulas e laboratórios, e de um centro de convivência, com fonte e concha acústica. Desde 2006, foram ofertadas 11.436 vagas no campus. O investimento realizado na instituição pelo Reuni chega a R$ 24,4 milhões.
Fonte: http://www.portaluniversidade.com.br/noticias-ler/Lula-e-Haddad-inauguram-campus-da-UFJF/111

Universidade Federal do Rio Grande: *Pavilhão de salas de aula 1 – Área construída de 2.239,60m². Construído com recursos do governo federal (R$ 2.121.064,40) através do Reuni. *Centro de Estudos dos Oceanos e Clima (Ceocean) – Prédio térreo com 502m² de área construída, no qual houve um investimento de R$ 551.205,10. *Centro de Microscopia Eletrônica – Área construída de 235,59m². Foram investidos R$ 250.854,44.
Fonte: http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=3&n=955

Estão vendo? No final das contas, eu não sou tão estranha assim…

Luanda Chaves Botelho, 26 anos, Rio de Janeiro.
Bacharel em Direito pela UFRJ
Mestranda em Sociologia pelo Iuperj.

Eu quase sempre votei no PT e para presidente sempre votei no Lula. Em 1989 eu tinha 12 anos, mas acompanhei de perto as eleições, fui a todos os comícios, vi todos os debates, fui a pequenas reuniões na casa de amigos da minha mãe e desde então, passei a pensar que a “ Esperança era Lula” . Sei que muitos lembram com saudosismo daquela campanha e dizem que nunca mais haverá uma campanha como aquela. Isso é verdade. De lá para cá muita coisa aconteceu, o PT cresceu e, finalmente, ganhou a eleição
presidencial em 2002. Aquela visão onírica de 1989 nunca saiu da minha cabeça, mas a realidade me manteve sempre com o pé no chão e com a cabeça e olhos atentos ao que estava acontecendo.

Na minha primeira eleição, em 1994, votei no Lula e repeti o voto em 1998, 2002 e 2006. Mas isso não significa que continuei votando e vendo o Lula com os olhos daquela criança de 1989, que achava que com o Lula e com a redemocratização todos os problemas do Brasil estariam resolvidos. O meu amadurecimento de vida e político foi acontecendo de forma simultânea. Em 1995 entrei para a faculdade de economia e estudei com detalhes o Plano Real e a inflação no Brasil, e posso escrever um texto só de críticas à forma como foi conduzido, que incluiu um grande estelionato eleitoral em 1998 (compra de votos para garantir a reeleição para o FHC e retenção do câmbio até 1999, vendendo empresas públicas a preço de banana para gerar dólares).

Em 2002, entrei para o Doutorado em Economia e estudei Desenvolvimento Econômico. Nos oito anos de governo Lula, com base no que aprendi, fiz muito mais críticas do que elogios. Retirei o broche do Lula da mochila em fevereiro de 2003, após o anúncio de algumas medidas na área econômica e passei os 8 anos criticando tudo aquilo com que não concordava. Às vezes não concordava com o excesso de cautela e
às vezes com a natureza da política econômica. No entanto, nunca tive dúvida de que o governo do PT foi o melhor governo dos últimos 50 anos. Aos poucos ficou claro para mim que mudar radicalmente um país como o Brasil, que foi governado durante quase todos os 500 anos anteriores por uma elite exploradora, não seria possível em 8 anos.

Até o dia 3/10/2010 estava tranquila, decidida a votar na Dilma no primeiro turno, mas sem me mobilizar para isto. Queria que ela ganhasse no primeiro turno para que já começássemos a pensar no próximo governo. Seria como aquele momento depois do carnaval, quando o ano parece que finalmente começou. Mas em 2010, como tem sido a cada quatro anos quando há eleições presidenciais, o ano não começa. Logo depois do carnaval começa a agitação de copa, depois as pessoas lembram que tem que votar para presidente, uma coisa assim simples, que chegamos lá apertamos alguns botões e pronto. Voltamos para casa e, em algumas horas (e não mais dias), sabemos quem foi eleito. No dia seguinte, voltamos à nossa vida e esperamos a copa daqui a quatro anos que, infelizmente, coincidirá com ter que ir, novamente, votar para presidente.

E o que acontece nesses quatro anos?Ah, há as eliminatórias para a copa do mundo. Mas nestes próximos não teremos, o Brasil será a sede da próxima copa, estamos garantidos em 2014. E então, o que faremos nos próximos quatro anos?

A minha visão sobre as eleições é exatamente oposta a essa. Para mim o período mais importante são esses quatro anos entre uma eleição e outra, são os quatro anos nos quais são decididas várias coisas que terão um impacto imediato, mas, principalmente, um impacto futuro muito importante para o Brasil. E são nesses quatro anos que temos um dever, que é muito maior do que votar, que é o dever de discutir e lutar para que as coisas que queremos sejam realizadas.

No entanto, este dever, para ser de fato, tem que estar acompanhado por um espaço possível para que as diferentes forças políticas possam atuar. Precisamos de um Estado que seja realmente público e não privatizado. Não falo de privatização apenas das empresas públicas, falo daprivatização das instituições públicas, justo essas que deveriam servir ao interesse público e que no governo do PSDB foram, na prática,privatizadas.

Mas então por que voto na Dilma. Voto na Dilma pelo futuro, baseado é claro no que vivi no passado e principalmente nos últimos 16 anos em que fomos governados na primeira metade pelo PSDB e na segunda pelo PT. Não vou aqui fazer uma comparação ponto a ponto, outros já estãofazendo com muita competência [1, 2 e 3], então só vou relembrar algumas coisas muito rápidas: ampliação, valorização e interiorização da universidade pública, política de conteúdo nacional para estimular a nossa indústria, estímulo ao mercado interno com a política de distribuição de renda do programa bolsa família e, principalmente, aumento real do salário mínimo;
geração de emprego com carteira assinada, combinado ao aumento dos salários; umainserção internacional soberana, pró-integração latino-americana e sem ALCA.

Mas o ponto central para mim é que voto na Dilma porque quero um governo que me garanta o direito de lutar pelo que acredito e que vai permitir que haja o espaço para que a luta política de diferentes ladostenha peso. Acho que, no Estado que será preservado no governo dela, as lutas dos movimentos sociais serão ouvidas, respeitadas e aos poucos (poderia ser mais rápido talvez) suas demandas são implantadas. Qual é a certeza que eu tenho nisto? Porque o governo do PT, ao contrário do governo do PSDB na presidência, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, senta à mesa com os movimentos sociais e não manda a polícia para enfrentá-los
violentamente. O governo do PT também não constrói rampa antimendigo para fingir que acabou com o problema da pobreza nos centros urbanos.

Para mim, voto não é protesto, voto é escolha entre os projetos apresentados (e os que já conhecemos na prática) e os espaços quepoderão ser criados. Protesto se faz nas ruas, durante o intervalo de quatro anos entre um voto e outro para ocupar estes espaços. Se deixarmos para fazer protesto só de quatro em quatro anos por meio do voto, perderemos a verdadeira luta política e entregaremos cargos a qualquer um, elegeremos Tiriricas ao congresso brasileiro. Para mim, a prova que o Tiririca deveria
fazer não é se sabe ler ou escrever, porque caso não saiba, isto é só um reflexo da nossa dura realidade. A prova que deveria fazer é sobre qual é o projeto político dele. Qual é a causa que ele defende? Tenho certeza que muitos analfabetos teriam bandeiras políticas muito melhores do que as de alguns Doutores, mas, infelizmente, não acho que esse seja o caso do Tiririca. Por ironia do destino, ele elegeu o Protógenes.

Eu realmente espero que a Dilma ganhe essa eleição. Se quisermos continuar mudando e ampliando as medidas políticas que garantam o espaço para as transformações sociais tão importantes para o Brasil, não podemos devolver o governo de bandeja ao PSDB/DEM. Eu não fiz campanha no primeiro turno, mas depois de 3/10, estou convencida de
que tenho que ir para as ruas ganhar e garantir os votos que a Dilma precisa para vencer o segundo turno.

Esther Dweck, 33 anos, professora de economia da UFRJ



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  • João: Caro, Mildred. Obrigado pelo comentário. Os textos aqui publicados são baseados em nossas experiências e percepções da realidade. Para esta p
  • Mildred: Não tenho 'medo' de democracia, mas sim da HIPOCRISIA praticada pelo PT que sempre se colocou contra todos os erros e falcatruas do restante dos par
  • Leon Unger: Soi cineasta, o blog que inseri se refere ao filme atual que estou trabalhando. Mas con relação ao seu post, mesmo com os incentivos que existem pa