Porque votamos na Dilma!

13. Como o YouTube e a pescaria definiram meu voto

Posted on: outubro 15, 2010

  • In: Cultura | Sociedade
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Quem nunca viu um clipe de algum hit pop no YouTube, feito por adolescentes pobres do interior do país? Garanto que na primeira página de comentários vai ter pelo menos um “maldita inclusão digital”. Traduzindo, este comentário significa “maldita a hora em que essa pessoa desqualificada teve acesso para sujar a minha internet”. Não é preciso ser grande gênio para ver que este comentário é A FAVOR DA EXCLUSÃO.

O que isso tem a ver com as eleições? Nada e tudo. O que mais me incomoda nas discussões que tive até agora não é a divergência de opinião (cada um tem as suas), mas os argumentos.

As principais críticas são para o bolsa família e os “pobres que não sabem votar”. O próprio José Serra queria impedir que se votasse sem o título de eleitor, pois, sendo necessária somente a carteira de identidade, mais pessoas de baixa renda iriam praticar a democracia. Constantemente ouvi que o bolsa-família é assistencialista, paternalista, e que, “em vez de dar o peixe, é importante ensinar a pescar”. Mas na hora de ensinar a praticar a democracia, a importância do voto… o Serra tentou TIRAR o peixe?

Continuando na metáfora do peixe (para dados específicos, sem metáforas, leia os outros depoimentos deste blog), voto na Dilma não só para que mais pessoas aprendam a pescar, mas para que estas pessoas tenham peixe na mesa enquanto não aprendem (literalmente, eu pescava quando criança, não aprendi de um dia pro outro e comi muito peixe pescado por outrem). Voto na Dilma para que minha internet tenha cada vez mais vozes, mais vídeos, mais diversidade. Voto na Dilma pela bendita inclusão digital, que tem muito a enriquecer no audiovisual, para a literatura e nas artes, em geral.

Precisamos de mais tempo para mudar. A mudança que o Brasil precisa não vai acontecer em 8 anos – afinal, os estragos precisaram de mais tempo que isso.

Rafael Mattos é radialista, 24 anos, carioca

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