Porque votamos na Dilma!

7. Diálogo Imaginário com Regina Duarte, por Paula Lima

Posted on: outubro 12, 2010

Eu sempre quis bater um papo com a Regina Duarte. Não sei se vcs se lembram daquela propaganda de 2002, em que ela dizia ter medo de um monte de coisas. Eu tenho aquele vídeo muito aceso na minha memória, e o youtube não me deixa mentir. Surpreendo-me como, já na segunda década do terceiro milênio, ainda vejo pessoas reproduzindo aqueles jargões.

No anseio de dialogar, me peguei em altos papos imaginários com a Regina Duarte. Pra mim, ela representou esta parte da população que propaga o que ouve sem se questionar. A cena é mais ou menos assim: eu, em 2010, conversando com a Regina Duarte em 2002. No meu diálogo fantástico, eu tentava acalmá-la.

Ela temia que o Brasil perdesse toda a estabilidade já conquistada. Não hesitei em mostrar-lhe “O Globo” de outubro de 2010, anunciando que, durante os 8 anos de governo do PT, a Bovespa teve o maior ganho entre os 12 principais mercados do mundo. Expliquei que o “Bolsa Família” permitiu que pessoas que viviam abaixo da linha da pobreza se tornassem consumidores. Dignidade humana aliada a estratégia econômica, desenvolvimento de gente e de mercado. Isso sem falar na dívida com o FMI, que o governo PSDB deixou em 14,7 bilhões, e o governo do PT zerou este número. Confesso que ela ficou surpresa, afinal, mal poderia imaginar que o Brasil não só manteria a estabilidade, como também cresceria economicamente.

Regina, um tanto pasma com as informações que acabava de receber, expos mais um temor: “a volta da inflação desenfreada, 80% ao mês”. Quando respondi dizendo que ela podia ficar tranqüila, só não achou que era pegadinha porque eu também trazia comigo a Folha de São Paulo de janeiro de 2010, indicando que a inflação no Governo do PT foi 37% menor do que no Governo do PSDB.

Nesse momento ela deu aquele sorriso meio amarelo, que conhecemos de tantas novelas do Manoel Carlos, e se sustentou na única coisa que ainda a prendia ao preconceito de ver eleito um presidente operário: “o futuro presidente vai ter que enfrentar a pressão da política nacional e internacional… e vem muita pressão por aí”.

Respondi que de fato esta pressão veio, mas nos saímos muito bem! Na OMC, o nosso governo LIDEROU uma coalizão de nações em desenvolvimento, recusando-se a negociar novas regras de investimento até que os EUA e a União Européia se comprometessem com o fim dos subsídios agrícolas à exportação. Quando um governo do PSDB assumiu essa postura antes? Nunca! Mais do que isso, avisei-a que havíamos enfrentado uma crise mundial violentíssima em 2008. Porém, ao contrário do caótico ano de 1999 (quando FHC ainda governava), tivemos um Estado sólido e fortalecido como escudo para o país. O extremo oposto aconteceu nos EUA e Europa, sempre ilustrados como modelos econômicos de sucesso a serem seguidos.

No fim das contas, consegui convencê-la que a Era do “Estado mínimo” não mais existe, que o modelo defendido pelo PSDB não se sustenta no Brasil, e que um Estado que não atua, que não dá direcionamento, na verdade está “dando pra trás”. Está SENDO OMISSO sob um falso pretexto de “laissez” qualquer coisa.

Eu não quero um Estado omisso. Quero um Estado que chame pra si a responsabilidade, e o faça nesse equilíbrio que tem sido tão positivo para o país: desenvolvimento econômico aliado a políticas sociais efetivas. Por isso que, parafraseando minha interlocutora nesse diálogo imaginário, eu vou votar na Dilma. “Pq ela me dá segurança. Pq dela, eu sei o que esperar”.

Paula de Lima Soares, 27 anos

Carioca moradora de São Paulo. Advogada formada pela UERJ.

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2 Respostas to "7. Diálogo Imaginário com Regina Duarte, por Paula Lima"

Muito bom o seu texto!Gostei muito. 🙂

excelente texto….parabéns!! vou divulgar na minha lista de e-mails

Comentários encerrados.


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